Autismo: 10 recursos para a sala de aula

Desde que me mudei do Brasil, comecei a prestar muita atenção no que é feito de diferente na sala de aula onde há crianças autistas ou com outras deficiências.

Para começar, para que a criança possa aprender, temos que falar sua linguagem. E ela não é português, inglês nem sueco. As crianças com autismo, em geral, entendem muito melhor a linguagem visual. Menos palavras e mais figuras, fotos e ilustrações.

Um ambiente estruturado também faz toda a diferença.

Aqui vão recursos simples de implementar para você facilitar o aprendizado, deixar a criança mais feliz e ambientada, tudo gastando pouco.

1) Quadro de rotina diária

Antecipação costuma resolver grande parte dos comportamentos indesejados de uma criança autista. Se ela não se dá bem com muita informação, divida o quadro entre “manhã” e “tarde”. Vá tirando do quadro as atividades que já foram completadas. Se ainda assim for muito, você pode usar o “primeiro” e o “depois”.

  • O calendário com as atividades do dia (måndag: segunda-feira) que é usado na classe do Theo:

O calendário com as atividades do dia (måndag: segunda-feira) que é usado na classe do Theo

  • Um esquema um pouco mais simples com “antes” e “depois”, ou “antes”, “depois” e “por último”. Você deve colar a imagem da atividade em cada quadradinho (use velcro):
Um esquema um pouco mais simples com "antes" e "depois", ou "antes", "depois" e "por último". Fonte: http://bit.ly/1fIE88z

Fonte: http://bit.ly/1fIE88z

2) Recursos visuais para tarefas

Esses devem ser colados no local onde a criança vai fazer a tarefa ou atividade.

  • Passo a passo do banheiro:
Passo a passo do banheiro. Fonte: http://bit.ly/1GMU42l

Fonte: http://bit.ly/1GMU42l

  • Para ser colocado na mesinha: “sente na cadeira”, “silêncio”, “trabalho”:
Para ser colocado na mesinha: "sente na cadeira", "silêncio", "trabalho".  Fonte: http://bit.ly/1BQTyBD

Fonte: http://bit.ly/1BQTyBD

  • Cantinho da leitura:
Cantinho da leitura. Fonte: http://bit.ly/1LJ8cuM

Fonte: http://bit.ly/1LJ8cuM

3) Rotulando coisas

Parece bobo, mas isso vai ajudar a criança a relacionar objeto e imagem e, além disso, vai facilitar para que ela siga instruções verbais.

Fonte: http://bit.ly/1Cy8j76

Fonte: http://bit.ly/1Cy8j76

4) Recursos visuais para comportamentos esperados

  • O que fazer versus o que não fazer:
O que fazer versus o que não fazer. Fonte: http://bit.ly/1GwhS8r

Fonte: http://bit.ly/1GwhS8r

  • Mais um exemplo mostrando o que não é aceitável na sala:
Mais um exemplo mostrando o que não é aceitável na sala. Fonte: http://bit.ly/1e7wbIR

Fonte: http://bit.ly/1e7wbIR

  • O passo a passo do como se acalmar: sentar em um lugar confortável, escolher uma brinquedo de acalmar (falo disso no tópico de baixo), colocar o timer para funcionar, voltar ao trabalho:
O passo a passo do como se acalmar: sentar em um lugar confortável, escolher uma brinquedo de acalmar,  colocar o timer para funcionar, voltar ao trabalho. Fonte: http://bit.ly/1LJ3OvJ

Fonte: http://bit.ly/1LJ3OvJ

5) Recursos sensoriais

A maioria das escolas que eu visitei aqui e em Londres tem uma sala sensorial. Para as crianças autistas que buscam muitos estímulos sensoriais, é essencial ter umas pausas de vez em quando para suprir essa necessidade. Aí, elas podem se regular e voltar ao “trabalho”.

Sei que isso é bem difícil para a maioria das escolas no Brasil, mas tem coisinhas que dá pra adaptar.

  • Que tal fazer um cantinho sensorial? Ou uma cestinha sensorial?
Cestinha com brinquedos sensoriais que a criança pode usar para se acalmar. Fonte: http://bit.ly/1Ih9LBc

Cestinha com brinquedos sensoriais que a criança pode usar para se acalmar. Fonte: http://bit.ly/1Ih9LBc

  • Garrafinhas sensorias baratas e fáceis de fazer:
garrafinhas sensorias baratas e fáceis de fazer. Fonte: http://bit.ly/1J9cqLV

Fonte: http://bit.ly/1J9cqL

Nesse site AQUI, você encontra vários modelos de garrafinhas sensoriais baratas que dá pra fazer em casa.

  • Saquinhos sensoriais pra fazer com tinta e ZipLoc:
Fonte: http://bit.ly/1FEvyg0

Fonte: http://bit.ly/1FEvyg0

6) Estabelecendo o perfil da criança

Esse é uma folha de papel onde há o resuminho de quem é o Theo.

É importante porque professores vão e vêm. Auxiliares também. Esse recurso ajuda as pessoas que acabaram de chegar a ter um rápido entendimento daquela criança.

Nome, data de nascimento, sobre mim, o que eu gosto, o que me aborrece, como me comunico, coisas que consigo fazer, coisas que me ajudam.

Nome, data de nascimento, sobre mim, o que eu gosto, o que me aborrece, como me comunico, coisas que consigo fazer, coisas que me ajudam.

7) Timer: ensinando a passagem de tempo

Existem vários modelos de timer. O importante, quando for começar a usar, é que a criança ganhe algo que goste muito logo que acabar o tempo que ela deve esperar.

  • Esse é um modelo de timer líquido:
Fonte: http://bit.ly/1NlrffP

Fonte: http://bit.ly/1NlrffP

  • E este é um aplicativo gratuito de timer (VisTimer Free):
Fonte: http://bit.ly/1dkmaYi

Fonte: http://bit.ly/1dkmaYi

8) Recursos pedagógicos

  • Ensinando o mês e o dia. Você pode fazer tudo com velcro e guiar a mãozinha da criança para preencher o mês e o dia certos no quadrinho.
Em cima, dias da semana. Em baixo, meses. Fonte: http://bit.ly/1NhW8kL

Em cima, dias da semana. Em baixo, meses. Fonte: http://bit.ly/1NhW8kL

  • Ensinando a escrever o nome

Para os que ainda não seguram o lápis

Fonte: http://bit.ly/1GBqmKt

Fonte: http://bit.ly/1GBqmKt

Para os que já seguram o lápis:

Fonte: http://bit.ly/1JniHXo

Fonte: http://bit.ly/1JniHXo

  • Ensinando tamanhos (pequeno e grande):
Fonte: http://bit.ly/1LJaJ8h

Fonte: http://bit.ly/1LJaJ8h

  • Ensinando imitação de sequência:

Com forminhas de gelo e massinha:

Fonte: http://bit.ly/1HknYfX

Fonte: http://bit.ly/1HknYfX

Com caixa de ovos e blocos de montar:

Fonte: http://bit.ly/1RC4jtn

Fonte: http://bit.ly/1RC4jtn

  • Pareando figura e objeto correspondente:
Fonte: http://bit.ly/1dknom7

Fonte: http://bit.ly/1dknom7

  • Ensinando números:
Fonte: http://bit.ly/1LtPQ33

Fonte: http://bit.ly/1LtPQ33

9) O quadro de recompensas

A escola do Theo aqui usa ABA. Eles usam um quadro de recompensas baseado em tokens. Theo tem que “trabalhar mais” para receber as recompensas que gosta mais. Aqui vai o exemplo:

Quadro de recompensas do Theo

Quadro de recompensas do Theo

A cada atividade pequena que o Theo cumpre, ele ganha um token verde (desses à esquerda). Quando completa 5 tokens verdes na ficha da esquerda, ele pode trocá-los por um token vermelho. No quadro da direita, estão as coisas que ele pode ir “comprando” com os tokens vermelhos. A pipoca, por exemplo, custa 2 tokens vermelhos.

Obs: tudo é dado em quantidade pequena!

10) Pinterest

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É um site que recolhe imagens da internet inteira. Basta você digitar o que procura. Foi nele que achei a maioria das coisas que postei aqui. É um ótimo local para achar referências de recursos para autismo na sala de aula.

 

P.S: existe um software de pictogramas gratuito muito bom chamado Picto Selector que você pode usar para fazer seus recursos visuais. É ele que eu uso para os do Theo. :)

 

 

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Tristeza, frustração e uma canção de ninar

A criança no espelho

Theo passou um bom tempo do fim de semana assim: deitado no chão, olhando a própria imagem no espelho do hall de entrada.

Publiquei este texto, ontem à noite, na fan page:

“Meu corpo não me atende muitas vezes. Entendo tudo o que é falado, penso, sinto, mas não consigo transformar isso tudo em palavras. Ontem, chorei muito. Aparentemente, do nada. Não um choro de crise, de descontrole ou de birra. Um choro silencioso cheio de soluços e tristeza. Todos notaram o motivo: eu escuto as conversas e sei que meus avós estão indo embora. Meu pai também vai viajar amanhã. A casa vai passar de muito cheia a muito vazia. Amo essas pessoas. Tenho saudades. Só não consigo colocar isso em palavras. Aí, a tristeza enche os olhos e cai em forma de lágrimas. Hoje eu até vomitei. Isso tem acontecido ultimamente quando fico ansioso. É como se eu colocasse pra fora as palavras que não consigo dizer. Minha mãe conversou muito comigo e explicou que o papai já volta. E que daqui a pouco vamos, de avião, visitar o vovô e a vovó. Jantei bem. Dormi tranquilo. Vou torcer pro tempo passar bem rápido!”

Hoje, os comportamentos que traduzem emoções – e comunicam – continuaram. Theo acordou às 4 da manhã e não quis voltar para a cama. Acredito que ele queria curtir ao máximo a companhia do pai.

E, pela manhã, ele seguia sua avó pela casa aonde quer que ela fosse. Puxava-a pela mão para todos os cantos. Na cabecinha dele, provavelmente, ele acreditava que, se a vigiasse de perto, ela não teria coragem de ir embora. E foi com ela, assim, juntinho, para o carro.

A caminho da escola, ele cedeu, finalmente, a um choro desconsolado e desesperado. Não queria ir e se despedir dos avós. Não queria descer do carro. Já no colo do avô, agarrado e com o rosto escondido em seu pescoço, chorava e não queria entrar na escola. Só melhorou um pouco ao ver o Mark, seu professor favorito, que percebeu a situação e veio buscá-lo na porta. Foi entrando já sem choro, mas com o olhar triste. E, do lado de fora, três adultos liberaram o choro que tentaram conter, meio sem sucesso, na frente dele.

Muitas pessoas me disseram coisas bonitas ontem. Algumas disseram que isso é um sinal positivo, de consciência total do que acontece ao redor dele, de inteligência. Pode ser. Mas o que ficou bem claro pra mim foi que o Theo é uma criança extremamente amorosa. Ele ama muito e sofre muito pela ausência das pessoas que são especiais pra ele. E sofre por não conseguir expressar isso tudo. Sofre por não conseguir dizer “vovó, por favor, fique um pouco mais”. Por não conseguir falar “papai, por favor, volte logo”. Ao me colocar no lugar dele, sinto meu coração pequenininho. A única coisa que posso fazer é conversar, explicar, dizer que o papai volta logo, e que logo estaremos com a vovó e o vovô de novo.

Sei que ele precisa passar por isso. Aprender a lidar com a tristeza e a frustração é doloroso, mas necessário. Muita gente boa que está por aí fazendo os outros sofrerem não aprendeu a lidar devidamente com a frustração na infância.

Mas precisava ser tão difícil? :(

Para encerrar, nos comentários da fan page, uma leitora (Ana Margarida) colou o link de uma linda música, interpretada por uma cantora lírica. Fui atrás da história da música e me acabei de chorar aqui.

“Thula Baba” é uma linda e tradicional canção de ninar Zulu. Ela é cantada pela mãe para o filho quando eles estão esperando o pai voltar para casa do trabalho.

Aqui vai a tradução:

“Acalme-se, minha criança

Acalme-se meu bebê

Acalme-se, o papai estará em casa quando amanhecer

Há uma estrela que vai guiá-lo para casa

A estrela vai iluminar seu caminho de volta

Os montes e pedras ainda são os mesmos, meu amor

Minha vida mudou, sim, minha vida mudou

As crianças crescem, mas você não sabe, meu amor

As crianças crescem, mas você não as vê crescer”

 

Acalme-se, Theo…papai já volta, meu amor! Vovô e vovó estão só a um mês de distância! Enquanto isso, mamãe e Lola te enchem de amor, carinho e cafuné.

 

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Pupanique 2: como participar

Pupanique 2

Todo mundo sabe que eu moro longe, aqui nas terras geladas. E que vou a Brasil, quando dá, 2 vezes ao ano. Pois acabamos de resolver dar um pulinho aí em agosto! EEEEHHHHHHH! E, como já faz um ano que fizemos o primeiro Pupanique (em São Paulo e Belo Horizonte), decidi repetir a iniciativa que foi tão aceita e repercutida!

Só tem uma questão: dessa vez o Pupanique só acontecerá em São Paulo porque vamos ficar só por lá. Mas o de Belo Horizonte está guardado! Eu não volto no fim do ano pro Natal? :)

Quanto às outras capitais, eu adoraria poder organizar mais Pupaniques, de verdade. Mas as minhas idas ao Brasil são sempre rápidas e acabo priorizando a família, que está nas duas capitais que eu citei acima. Nada impede, no entanto, que vocês se organizem em piqueniques inclusivos! Vou adorar divulgar essas iniciativas!

O 1º Pupanique, em Julho e Agosto de 2014, reuniu cerca de 150 participantes em BH (Parque Marcos Mazzoni) e 350 em SP (Parque do Ibirapuera). A cobertura foi feita pelo portal IG e a TV Folha, que fez esse lindo vídeo:

Sabemos que o tratamento do autismo e outras deficiências exige muito investimento financeiro de famílias que, muitas vezes, nem têm muito de onde tirar. Pensando nisso, consegui a dedicação e a participação de várias empresas, que doaram produtos ou serviços para serem sorteados aos participantes. No post que fiz com fotos do evento, mencionei uma a uma como forma de agradecimento.

Este ano não vai ser diferente. Então, eu já queria deixar, aqui, a abertura para você, pessoa física ou jurídica, que quer participar doando algum produto ou serviço para o nosso piquenique inclusivo. Você pode doar a decoração, ítens para serem sorteados para as crianças ou os pais, a fotografia do evento, coisinhas pra comer e beber, o que você achar que vai fazer uma criança (ou um pai e uma mãe) felizes!

Quer participar? Pode ajudar? Então, envie um email para andrea@lagartavirapupa.com.br com o assunto “participação no Pupanique”! 😀

Em princípio, faremos o evento novamente no Parque do Ibirapuera. Mas aceito sugestões de outros locais, principalmente se houver uma parte coberta, pela possibilidade, ainda que pequena, de chuva.

E quem vai este ano? Convido novamente a todos vocês que seguem o blog: pais, mães, educadores, profissionais da saúde, todos serão bem-vindos com seus filhos (ou cachorros, ou gatos, ou papagaios). :)

Você pode confirmar sua presença AQUI.

Aos poucos, vou fechando todos os detalhes e atualizo vocês por aqui, ok?!

 

Andréa

 

 

Imagem: Shutterstock

 

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5 dicas para criar filhos mais abertos à diversidade

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Ontem à noite, li o desabafo dolorido de uma amiga, que tem um lindo filho com síndrome de down, sobre a sensação horrível que teve ao vê-lo ser rejeitado por outras crianças antes mesmo de dizer “oi”.

Tolerância para com as diferenças é algo que deve ser ensinado em casa. Portanto, se você é um pai ou mãe que quer criar filhos com menos preconceitos e mais abertos à diversidade, aqui vão algumas dicas.

1. Faça-os conviver de perto com a diferença

Você tem amigos de “vários tipos”? Não? Então procure facilitar o contato do seu filho com a diversidade humana. A escola dele é inclusiva? Existem crianças com deficiências? De repente, um clube, uma aula de natação ou um playground em uma região diferente da cidade já vai facilitar as coisas.

Outra forma de trabalhar com isso é levar pra casa livros sobre diferentes países, culturas, pessoas, e procurar vídeos sobre isso na internet.

2. Dê o exemplo

Sou uma pessoa que cresceu ouvindo piadinhas racistas, porque algumas pessoas que frequentavam a minha casa, aparentemente, achavam que isso era legal. Na minha cabeça de criança, negro era motivo de piada. Simples assim. Ainda bem que eu cresci, comi muito arroz com feijão, li, e aprendi que isso é, sim, errado, absurdo e muito triste.

Você faz piadinhas racistas, homofóbicas ou machistas na frente dos seus filhos? Você fala “fulano tem o ‘cabelo ruim’?”.

Reforçar estereótipos de gênero também só contribui para criar pequenos machistinhas. Você usa expressões como “lugar de mulher é na cozinha”? Diz que “homem não chora”? E que “rosa é cor de menina”? Eles estão ouvindo. E a sementinha está sendo plantada ali.

“Ah, mas então eu vou ter que ficar vigiando o que falo?”. Vigie primeiro o que pensa. Será que o problema não está em mudar, primeiro, os seus próprios conceitos? Como diria a minha mãe, citando um versículo bíblico, “a boca fala do que está cheio o coração”.

3. Ignorar o problema não vai fazê-lo sumir

Todo ano, na época do Dia da Consciência Negra, surge uma invasão de “não precisamos de um dia da consciência negra, precisamos de 365 dias de consciência humana”. Isso seria lindo. Num mundo perfeito e ideal. Martin Luther King dizia que os problemas sociais não vão se resolver sozinhos. O racismo (e a homofobia, e todos os outros preconceitos) precisam ser enfrentados diariamente.

Um estudo conduzido em 1997 por psicólogos do Instituto de Pesquisa de Problemas Sociais, no Colorado, mostrou que crianças entre 6 e 18 meses de idade já olham de forma mais demorada para rostos de etnias diferentes das quais elas pertencem. As crianças começam a notar as diferenças desde cedo!

Portanto, explique ao seu filho ou filha que somos todos humanos, sim, mas diferentes. E que ainda não vivemos em condições de igualdade. Fale sobre as coisas ruins que foram feitas, ao longo do tempo, por quem se considerava superior aos outros por questões de raça ou crença. Explique que dias como o da Consciência Negra e do Orgulho LGBT existem para que as pessoas percebam o quanto ainda é difícil “sair do padrão”. E o quanto ainda precisamos evoluir nesse sentido.

4. Aproveite as perguntas embaraçosas para ensinar

“Papai, por que esse moço tem a pele marrom?”. “Mamãe, por que aquela menina não tem uma perna?”. “Mamãe, por que esse menino faz barulhos?”

Já vi pais nessa situação e a sensação que tive foi que eles queriam cavar um buraco e se enfiar lá. E a reação quase que imediata foi corrigir e ralhar com a criança.

A curiosidade da criança é natural. Ela está conhecendo o mundo e os pais são referência para qualquer dúvida. As dúvidas são genuínas e não maldosas. E a pior coisa que você pode fazer nesse momento é tentar matar o assunto. Isso pode dar a ela a sensação de que a diferença é algo ruim e que não deve nem ser comentado.

O que fazer nesse momento? A explicação mais simples, geralmente, é a melhor. Explique calmamente que existem pessoas de todas as cores. E também existem pessoas com perna, sem perna, pessoas que andam de pé e pessoas que se locomovem em uma cadeira. E o garotinho faz barulhos porque ainda está aprendendo a falar, e é como ele se expressa.

Tenho visto muitos pais com dificuldades para responder a seguinte questão de um filho: “menino pode namorar menino?”. Qual a dificuldade em responder “se os dois se amam, sim”? Ainda tenho muito mais dificuldade em explicar por que duas pessoas se matam do que por que elas se amam.

 

5. Corrija com amor, mas corrija

Seu filho fez um comentário com algum tipo de preconceito? Mostre que você está atento e que esse tipo de comportamento não é aceitável e, muito menos, engraçado. Explique que todas as pessoas são diferentes, todas querem ser felizes e merecem respeito. A gente não deve falar dos outros como não gostaria que falassem da gente.

As escolas precisam estar mais atentas quanto ao bullying, com certeza. Mas, se o seu filho está praticando bullying com o coleguinha com deficiência, a responsabilidade é, em primeiríssimo lugar, sua.

Imagem: Shutterstock

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Do avesso

Post feito no auge do luto, com um diagnóstico recém recebido, há uma semana do aniversário de 2 anos do Theo.

O post acima foi feito no auge do luto, com um diagnóstico de autismo recém recebido, há uma semana do aniversário de 2 anos do Theo.

Hoje, meu garotinho faz 7 anos. Como o tempo voa! Lembro-me muito pouco da gravidez. Também tenho vários buracos na teia mental da época em que ele era bebê. Mas os acontecimentos que cercaram seu aniversário de 2 aninhos permanecem frescos na memória. Porque houve muita dor. Mas houve, também, o renascimento de uma mãe e um pai. E isso não é coisa que se esqueça tão facilmente.

Há um aplicativo muito interessante no celular chamado “Timehop”. Ele resgata os seus posts de vários anos atrás – do Facebook, do Instagram e do Twitter – e te refresca a memória. Tenho que confessar que passo muita vergonha olhando para mim mesma há 5 ou 6 anos atrás.

O que vejo ao olhar para a pessoa que eu era nessa época é alguém desesperada por autoafirmação, querendo pertencer, e tentando mostrar seu valor através de coisas materiais: viagens, compras, e todo o pacote “ter é ser” que é tão comum vermos por aí.

Ah, Theo…o bebê idealizado estava no pacote “ter é ser”. Ele ia estudar em um colégio caro e famoso. Ia estudar fora e fazer intercâmbio. Ia, ia ia…quantos planos eu fiz pra você sem que você pudesse concordar com eles. Sem que pudesse dar sua opinião. Sem que eu soubesse, de verdade, quem você era. Quem seria. A mudança que efetuaria nas nossas vidas e nas nossas prioridades.

O que é uma bolsa de grife perto do seu filho, que recebeu um prognóstico de talvez nunca falar, dizer “mamãe”? O que é um celular do último modelo se comparado a tantas coisas que achamos que nunca aconteceriam (como, por exemplo, o desfralde que foi tão fácil)?

Sentir o preconceito dos outros também me fez encarar meus próprios. E enfrentá-los. E tentar extingui-los todos os dias. E lutar para que todos tenham essa mesma percepção.

Theo veio me transformar em uma pessoa melhor. Alguém que ainda tem muito, MUITO o que evoluir, mas que já se sente totalmente diferente da pessoa que era há 5 anos.

Parabéns para o meu Theo. Ele é muito melhor do que eu imaginava. Muito superior a todo e qualquer plano materialista que eu tenha feito para ele antes de conhecê-lo de verdade. Ele é totalmente responsável por quem eu sou hoje e por tudo o que ainda vou mudar, evoluir e realizar.

Hoje em dia, sei que a lagarta que virou pupa fui eu, e não ele. E cá estou, dentro do casulo, sofrendo uma transformação total. O processo é constante.

O termo “crianças especiais” só faz sentido nesse contexto: são especiais porque mudam as pessoas ao redor. Mexem na essência, no ego, invertem as prioridades, viram do avesso. Basta a gente estar aberto a isso. Basta a gente deixar. Basta a gente querer.

 

arquivo pessoal

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Viva a comida caseira e natural!

Jose e Gui (arquivo pessoal)

Jose e Gui (arquivo pessoal)

Oi gente! Tudo bem? Vamos dar uma conversada sobre dieta? CALMA! Não vou levantar bandeirinha nem vou passar lista de medicamentos ou suplementos. Nada disso! Vamos, aqui, bater um papo para lerem minha história e conhecerem outra alternativa.

Pra começar, deixa eu me apresentar: alguns devem me conhecer virtualmente através da moderação da fanpage, mas pra quem não teve ainda o prazer, sou a Jôse Santana, psicóloga por formação, fotógrafa por paixão e profissão e mãe do Guilherme, autista, 7 anos de delicinha.

Bom, o Guilherme foi diagnosticado aos 3 anos, mas o histórico gastrointestinal dele vem lá dos 4 meses de vida. Resumidamente, ele não engordava, aos 4 meses estava no leite materno exclusivo e, pela curva de crescimento, estava à beira da desnutrição, então o pediatra passou NAN, e no primeiro gole o menino ficou ROXO, sem ar, e nós desesperados. Daí por diante, foram exames, troca do leite, eu entrei na dieta também pois amamentei até quase 2 anos, e desde então ele não consome nada com lactose.

Guilherme foi crescendo e nunca senti necessidade de apresentá-lo a biscoitos doces, sorvetes, refrigerantes, chocolates e afins, e isso facilitaria muito minha vida mais tarde.

Até os 4 anos, o Gui só comia nas refeições principais sopa bem pastosa. Não aceitava outras texturas a não ser na tranqueiragem (sim, de algumas tranqueiras não consegui fugir), e esse processo de transição pra comida de verdade foi bem difícil e gradual. Mas, aos 4 anos, ele descobriu arroz com feijão e se apaixonou, e esse combo se tornou meu melhor amigo de todas as horas.

Neste mesmo ano, após um congresso, decidimos sair de nossa terra natal para dar ao Gui um suporte que não tínhamos condições de custear lá, e viemos morar no interior de São Paulo.
Neste ponto da vida do Gui, ele estava diagnosticado há dois anos e o comportamento dele era clássico: batia muito a cabeça ao ser contrariado ou frustrado, ria e chorava sem motivos aparentes, tinha episódios de auto e heteroagressividade, mudava de humor em segundos, tinha a tolerância baixíssima, ouvia um “não” já entrava em crise, tinha muitas estereotipias que iam desde roer móveis até abrir e fechar 987 vezes as portas de tudo. Se saíssemos e ele visse que não estávamos indo para onde ele imaginou que íamos ou tinha costume de sempre ir, era estabelecida a quarta guerra mundial. E, meus amigos, tudo isso dependendo de busão, lisa lesa e louca comprando fiado e pedindo troco, com plateia na rua nos julgando e eu querendo apenas sentar e chorar (certeza que muitos sabem do que estou falando!).

Pois bem. Com a vida nova, comecei a ler mais sobre dieta, primeiramente, super seduzida pelas promessas, pelos milagres que li, pela tentação de até quem sabe ver meu filho curado, afinal, algumas vertentes prometem isso. E, assim como a decisão de mudar de cidade deixando tudo pra trás, um belo dia, eu decidi: vou tirar o glúten do Guilherme e procurar um homeopata. Não me custa tentar. (A homeopatia é um capítulo à parte. Quando a Déa me convidar de novo, falo disso. Não usamos mais porque, pra gente, não funcionou) 

Só que devo confessar que desanimei ao ver quão caros eram os suplementos e o tanto que as pessoas se sacrificavam para comprá-los. 

Como cresci comendo bem, nordestina daquelas que lanche é um prato de mocotó com farinha, e até o sanduíche é adubado com muita sustância, ao mesmo tempo em que estava lendo muito o blog da Pat Feldman e outros, decidi fazer de uma forma mais simples.

Nessa altura do campeonato, Guilherme comia muito biscoito cream cracker, pão, miojo e batata industrializada. Como eram poucas coisas, minha medida para retirada disso tudo foi: Não comprar.

As versões sem glúten de tudo custam uma córnea, então, sem chance de perder meus olhos em duas semanas por causa de um pacote de biscoito sem glúten. Decidi não substituir, e sim, adicionar novas opções. Com a resistência dele ao novo, e a frutas e legumes por conta da textura, passei a processar tudo e jogar nos caldos, no feijão e no arroz. Então o prato de feijão que ele comia antes, continuava sendo arroz com feijão, mas feijão marombado: couve, cebola, alho, coentro, salsinha, abobrinha, espinafre, e o que mais tivesse em casa. O arroz virou arroz de cenoura com pimentão vermelho e o que tivesse, a carne cozida passou a ter um caldinho mais grosso, porém bem vitaminado com essas coisas processadas, tutano, talos. E sério, o gosto e a textura continuam praticamente os mesmos.

A partir disso, resolvi plantar. Tive uma vizinha muito querida que amava plantas, e eu, que era um ser incapaz de plantar qualquer coisa verde, plantei alface, couve, manjericão, cebolinha, coentro, pimenta, hortelã, alecrim, cúrcuma, gengibre…já estava uma agricultora de subsistência! E sim, sou dessas: jogo a semente e rego. Preciso de plantas fáceis e comestíveis que eu possa colher e tacar na comida.

Com um mês e meio nesse ritmo, a escola me chamou e eu pensei: “lá vem reclamação!!!”. Me questionaram se eu aumentei a medicação do Gui, pois ele estava mais calmo, mais tolerante, concentrado, estava diferente, e elas precisavam da receita para anexar na documentação dele (mal sabiam que ele estava desmamando da medicação TAMBÉM). E eu comecei a notar que, de fato, ele estava mais tranquilo, menos ruidoso, batia menos a cabeça, mas como convivo todos os dias com ele, não me foquei nisso. Até, porque, com uma semana de dieta eu fiquei decepcionadíssima, pois COMO ASSIM MEU FILHO NÃO FOI CURADO NA PRIMEIRA SEMANA? Li tantos relatos milagrosos que não podia aceitar que, com uma longa semana, ele não estivesse sendo notícia no Jornal Nacional (sério, eu achava que seria tipo isso), então, nem estava mais esperando nada além de saúde mesmo.

E comecei a anotar, verificar com mais atenção os efeitos da mudança na alimentação. Notei que ele já não dava mais show na van escolar, cada vez menos batia a cabeça no chão, menos crises, mais tolerância para aguardar (antes ele não esperava por nada mais de 1 minuto sem fazer uma quizomba).

Mas, nem tudo são flores, né gente? E eu não estou aqui pra iludir ninguém. Ele não mudou da água pro vinho, não se transformou num anjo de candura, não encerrou de imediato sua carreira de shows meteóricos, não deixou de comer as poucas tranqueiras que comia. Só que até hoje ele come esporadicamente, em muito menor quantidade, e tento sempre priorizar as tranqueiras que ele reage menos em vez das que ele reage mais. Prefiro dar um pacotinho de jujubas (cataploft! Várias fadas morreram nesse momento!) a dar dois pães pra ele, por exemplo. Sei que o pão vai deixá-lo mais agitado, chorandinho, agoniado, então vamos de jujuba!

Guilherme está há dois anos nesse ritmo, e de um ano pra cá, deu outro salto muito bom de desenvolvimento, mas sei que não é só alimentação. Mudamos novamente de cidade e ele está numa escola com melhor suporte de terapias, e ele NÃO COME LÁ, pois não gosta do tempero (uhu! Fico me achando a Palmirinha!), além de que, há um ano, ele desmamou completamente da medicação psicotrópica. Esse último aspecto não sei se tem a ver, mas é importante citar.

Da alimentação naturalizada, ou seja, sem conservantes, corantes, glutamatos, agrotóxicos, e afins, o maior ganho que tivemos não foi exatamente relacionado ao autismo (apesar dos ganhos terem sido notáveis e importantíssimos pra criança que ele é hoje em termos comportamentais), mas à saúde. Guilherme não gripa há exatos dois anos. Não gripa morando em São Paulo, aquela terra que amanhece com 9 graus, entardece com 30 e anoitece com 12. Crises de bronquite? Não conheço mais. De rinite? Nem sei o que são. Fraldinha eternamente na bolsa e mochila da escola porque o nariz vivia podrinho? Todos aposentados. Essa foi nossa maior conquista: temos uma criança saudável em casa. Uma criança que tem o imunológico fortalecido pelo que a natureza oferece, por produtos naturais e uma escolha que financeiramente não nos faliu, pois não buscamos grifes orgânicas. Buscamos gente na feira que planta no quintal, que passa no carrinho de mão vendendo seus produtos. Não substituímos leite de vaca por leite de marreca virgem da índia que caminha pelos montes verdejantes do Taj Mahal, nem tiramos o pão pra dar pão sem glúten, sovado pelas mãos do príncipe William em suas férias nas montanhas do Alasca com luvas de látex banhado a ouro. Nosso caminho foi dentro do que nos era possível AND barato, pois né? Não consegui plantar dinheiro. ???? #xatiada

Acerca do autismo, ele não rói mais móveis, perdeu a maioria das estereotipias, aceita os nãos, está bem mais tolerante para esperar ou ficar em algum lugar por um tempinho maior, pois, às vezes, mesmo com distrativos e subornos, ele não ficava mais de 10 minutos em LUGAR ALGUM que não fosse de seu interesse. No último ano, a linguagem melhorou, ele passou a repetir o que falamos mesmo sem ainda funcionalizar, consegue aceitar melhor quando precisamos ir embora de algum lugar que ele gosta muito, tem estado mais concentrado para nos ouvir e entender o que queremos, na escola, faz todas as atividades sentadinho. Hoje, ele apresenta algumas dessas situações quando está ocioso, ou muito ansioso, mas até isso, em grande parte das vezes, já conseguimos controlar conversando .

Sobre suplementação: temos uma pediatra maravilhosa que nos acompanha, nos informa, nos quer bem e sempre está disposta a nos ajudar. Ela recomendou vitamina D e complexo B pro nosso caso, de acordo com nosso quadro e exames. FIM. Se ele tem mais alguma necessidade que só o exame “shoudermoulinfrencisbrout” detecta, sinto muito, eu não have money pra fazer esse exame. Não me culparei por isso. Mas olha, tô topando patrocínio dazamiga rycah. 

Enfim, pessoas. A minha história está sendo contada aqui com um objetivo: mostrar que pode ser simples, pode ser barato, pode ser possível. Você não precisa se culpar por não ter bastante dinheiro pra investir na alimentação que promete a cura do seu filho. Você sequer precisa curar seu filho, acredite! Você precisa que alguém lhe diga que você pode, sim, dentro de suas condições, e que você vai ter a consciência de que fez o seu melhor, tanto quanto quem pode pagar mais caro.

Vamos combinar: uma boa alimentação, rica em nutrientes, faz bem para QUALQUER UM. Autista ou não. E ao contrário do que muitos pensam, uma alimentação assim não demanda muito dinheiro (se demandasse, eu nem tava aqui falando, merman!), ela tem como base os alimentos mais naturais possíveis, e não legendas light/diet/hakunamatata.

E aí, cê topa?

Um xêêêro em todos, e até a próxima (a oferecida se convidando)!

Jôse

 

P.S (da Andréa): há outros dois blogs super legais sobre alimentação infantil saudável e natural com receitas que eu indico:

Maternidade Colorida

As Delícias do Dudu

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Os 40 cliques mais lindos de Theo e Lola

O nosso instagram @lagartavirapupa fez um ano mês passado. Para celebrar, juntei, em um único post, os melhores cliques do Theo e da Lola.

As fotos estão em ordem cronológica.

É muito amor, gente! Espero que vocês curtam!

 

  “Crianças, idosos e animais deveriam ter sempre exclusividade e preferência no mundo inteiro! Quem não concordar com isso, lembre-se: Um dia fomos crianças, um dia seremos idosos e um dia ainda iremos implorar a Deus para sermos como os animais…” ~ Ket Antônio

 

 

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 “Espinhos podem te ferir, os homens te abandonar, o sol tornar-se em neblina; mas você nunca estará sem amigos se tiver um cachorro.” ~ Douglas Mallock

 

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“Animais e crianças uma combinação perfeita que garante amor para toda vida. Não incentive uma criança a ter medo de animais. Ensine-a a protegê-los”.

~ Luiza Gosuen

 

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“Sabe por que os cachorros têm um tempo curto de vida? Porque se eles tivessem o tempo de vida que nós temos seria apenas mais tempo de sobrevivência de uma existência sofrida. O tempo que eles têm já é o suficiente para nos ensinar um amor que levamos uma vida inteira do nosso tempo sem conseguir aprender.” ~ Ket Antônio

 

 

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“Com cachorros, eu não aprendi apenas como é ter um animal de estimação, e sim a ter um amigo de verdade.”

~ Gabriel Thomson Gusmão

 

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“Um cachorro é o único ser no mundo que vai te amar mais do que ele ama a si mesmo”. ~ Josh Billings

 

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“Os cachorros são nosso elo com o paraíso. Eles não conhecem a maldade, ou a inveja, ou o descontentamento. Sentar-se com um cachorro em uma colina em uma tarde gloriosa é estar de volta ao Éden, onde não fazer nada não era tédio – era paz”. ~ Milan Kundera

 

 

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“Se eu pudesse ser a metade da pessoa que o meu cão é, eu seria duas vezes mais humano do que sou”. ~ Charles Yu

 

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  “Eu ouvi alguém definir o céu uma vez (…) como o lugar onde, quando você chega, todos os cachorros que você já amou correm pra te receber”. ~ Robert Parker

 

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“Eu descobri que, quando você está profundamente perturbado, algumas coisas que você ganha da companhia silenciosa e devota de um cão, você não conseguirá de ninguém mais”. ~ Doris Day

 

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“O melhor terapeuta tem pelo e quatro patas”. ~ Anônimo

 

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“Os cães têm o dom de encontrar as pessoas que precisam deles, preenchendo um vazio que nós nem sabíamos que tínhamos” ~ Thom Jones

 

 

“As únicas criaturas que são evoluídas o bastante para carregar o amor puro são cachorros e crianças” ~ Johnny Depp

 

Gostou? Veja mais fotos e vídeos no nosso Instagram @lagartavirapupa !

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