Autismo leve não é tão leve assim

 

Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

– Nossa, mas não parece! – Se você não falar nada nem dá pra saber. – Mas ela te entende! Ela é tão inteligente! – Ela fala, tem certeza de que é autismo? – Mas é leve, né? Ela tá ótima… Essas são as frases que mais ouvi ao longo desses anos de diagnóstico. Minha filha Alana tem 10 anos, sabe ler, escrever e fazer contas. Também sabe falar e fala muito, mas muito mesmo inclusive em inglês. Adora cantar e dançar. E jogar vídeo game. Ela é doce, criativa, carinhosa e acolhedora. E é autista.

Quando o diagnóstico foi feito, em nenhum momento os profissionais com os quais trabalhamos tiveram dúvida: Alana tem Síndrome de Asperger. Hoje, a nomenclatura médica mudou de Síndrome de Asperger para Autismo leve. Alguns profissionais gostam de dizer que é “uma forma leve de autismo”. 

O aspie (apelido dado ao portador da Síndrome de Asperger) não é considerado autista grave e tem muitas capacidades cognitivas, além da capacidade de falar. Alana sabe que é autista. Verbaliza, questiona, e às vezes usa pra dar desculpas!  Explico o autismo pra ela em doses homeopáticas. Depois das crises, quando conversamos sobre o porquê delas acontecerem. Quando alguém fala que ela é especial ela questiona o que é. Também porque ela toma remédios e me pergunta o porquê. Sempre digo que existem outros como ela, que ela não é a única e que os outros também são ajudados pelos pais e amigos.

Digo que é uma dificuldade, uma dificuldade que precisa de cuidados, como quando alguém não enxerga direito e precisa de óculos, ou quando não anda direito e precisa de muletas ou fazer fisioterapia.
Ela entende coisas concretas. Sabe que sinto dor (por causa da fibromialgia), então, entende que as coisas que ela não consegue controlar ou não consegue fazer, às vezes, acontecem por causa do autismo.  
 
O autismo pode ser leve, mas temos muitos desafios.

A comunicação verbal

Alana demorou anos pra se comunicar de uma forma que pudéssemos entender. E isso nos afligia porque não sabíamos se ela nos entendia também. Há pouco tempo, ela consegue se comunicar de forma eficiente com quem não convive com ela. Antes, era bem complicado. Teve que aprender a falar de modo inteligível e, até hoje, quem não convive com ela tem dificuldade em entender o que ela diz. Não sei se isso acontece com todos os autistas leves. Mas acredito que sim.

 
Autistas leves têm interesses específicos e, muitas vezes, forte ecolalia. Eles aprendem a se comunicar repetindo o que ouvem. E isso não faz sentido pra quem não está acostumado. Geralmente as pessoas olham pra mim esperando que eu traduza o que Alana diz. E ela percebe.

A socialização

Por causa dessa capacidade, embora limitada, de se comunicar, muito se espera do autista leve. É como se o fato dele falar o capacitasse em todos os outros sentidos do desenvolvimento. E não acontece assim. Há questões sensoriais bem sérias e de coordenação motora que comprometem o desenvolvimento intelectual e físico.  

 
O autista leve quase sempre passa por mal educado, esquisito e, por vezes, arrogante. Porque se espera que uma criança que fala seja cordial, e que não apresente estereotipias irritantes. Afinal, se ela fala, ela supostamente entende o que os outros falam, então é só uma questão de fazer o que se pede dela, certo? Errado, muito errado.
 
Todas as outras dificuldades do autismo estão lá, esperando para serem resolvidas ou, ao menos, administradas. Os surtos, as estereotipias, a falta de percepção social do mundo, as angústias.

As angústias

A criança com Asperger ou com autismo leve tem muita percepção do mundo, anseia por fazer amigos e participar socialmente (no nosso caso é assim). Só que ela não consegue e sabe que não consegue, que “falha” em alguma coisa. E as cobranças continuam, ela sabe que não está correspondendo.

 
Ela sabe que, aos olhos dos outros, ela é estranha.  E isso a entristece. Dá pra imaginar o que se passa na cabeça dela quando os “amigos” não a chamam pra brincar porque ela vai atrapalhar o andamento da brincadeira? E quando ela já está no contexto, não consegue se enturmar e é deixada de lado ou expulsa da brincadeira, porque ela não acompanha? Já pensou passar por isso todo dia, na escola, na pracinha, com os parentes?

A escola

Uma vez, li em algum lugar que não se espera de um aluno cadeirante que ele aprenda a andar. Nem de um aluno cego que ele copie a lição do quadro. Mas, de um aluno com autismo leve, se espera que ele aprenda a se socializar, se comportar e agir como os outros. Espera-se não, exige-se.

 
Uma vez na escola regular, ele terá que se moldar aos costumes da escola. É assim que a inclusão acontece no Brasil. Mas é difícil administrar os problemas do autismo e ser um aluno “normal” quando se é muito diferente disso. E eles sabem disso e querem mudar, mas não conseguem. Se sentem fracassados, deprimidos e, por não conseguirem aprender como os outros, perdem o interesse pela escola, são vítimas de bullying, são maltratados até por professores às vezes.
 
Se a escola regular não sabe lidar, então vamos pra escola especial! Mas, nos moldes da escola especial, se encaixam as crianças mais comprometidas, mais graves. Assim, não há lugar para o autista leve. Porque ele é tão inteligente, vai se desinteressar. Também não se encaixa.

Dia a dia

Os autistas leves também precisam de terapias, também tomam medicação, também têm alimentação restrita, também têm estereotipias, também surtam, também têm dificuldades em aprender coisas simples. Só que eles sabem de tudo isso e sabem que serão cobrados.

 
O autista leve é escanteado. É mais fácil lidar com ele assim. O autista leve é quase invisível. E, por falta de apoio para lidar com suas dificuldades, muitos deles desejam ser invisíveis mesmo. É um privilégio ver qualquer tipo de criança se desenvolver, mesmo que com dificuldades.
 
As crianças autistas são especialmente encantadoras, e seu desenvolvimento surpreende e comove. Aqui, temos muitos momentos emocionantes, e alguns até engraçados. Mas não tem nada de fácil em ver uma criança lutando por seu lugar no mundo, quando o mundo todo acha que “ela tá de frescura” ou “ela é mimada”.
 
Autista leve merece apoio e respeito. Merece muito amor, como todas as crianças, com deficiências, neurotípicas. E seus cuidadores, pais e família também merecem apoio, respeito. Nunca diga que o que eles passam não é tão difícil assim. É difícil sim! E não estamos competindo por níveis de sofrimento. Só estamos tentando fazer o melhor pelos nossos filhos/netos/sobrinhos/irmãos, e eles também estão tentando arduamente dar o seu melhor.
 
Só esperam de volta empatia, compreensão e amor. Pena que parece que essas coisas estão muito em falta no mundo atual e inclusive no mundo azul…  
 
Por Nanci Costa P.S:
 
O blog da Nanci é o http://minha-alana.blogspot.com.br/). Quer vê-la no último Lagarta Vira Papo? Clique AQUI
  • Valdiana Pinheiro

    Muito obrigada por escrever e compartilhar conosco angústias q também são nossas… Ler sobre o assunto é como ler um mapa q vai nos norteando pelo caminho do conhecer e cuidar…

  • Dayana Lemos

    Amei o post… Parabéns mais uma vez… A cada dia mesmo sem ter certeza ainda do meu pequeno, vou aprendendo e aceitando caso ele seja… Obrigada por compartilhar histórias maravilhosas que no ensinam sempre mais.

  • Ingrid Strelow

    Quero meus créditos por essa foto, KKKK! Teu post mostra exatamente como tu és: realista, que joga limpo com a Alana, que busca sempre e incansavelmente o melhor para ela, embora as pessoas tentem minimizar – seja por alguma forma de empatia, seja para dar desculpas para não incluir de verdade em uma escola, ou, pior, para recusar a bancar um tratamento e teres de lutar na justiça por isso.

    Minha amiga, te amo demais e fico feliz que uses os canais de comunicação para dizer ao mundo que não está sendo fácil, que dó não ajuda, que não és super mulher e que tu questionas os rótulos que vamos todos colocando uns nos outros nessa sociedade excludente em que vivemos.

    Obrigada, simplesmente, era o que eu queria dizer. mas eu não consigo; sou tão falante quanto a Alana. Vai ver que é por isso que ela gosta de dançar comigo e diz que quer morar no Cocão!

  • Lily Fernandes

    O post é sobre a Alana, mas podia ser sobre o João, meu filho. Mesma história, mesmas angústias. João fala 3 idiomas, mas não amarra os sapatos e as pessoas simplesmente se recusam a entender pq

  • Osmar Fonseca

    Parabéns Nanci pelo depoimento sincero e transparente. Realmente também temos problemas muito parecidos com nossa filha de 06 anos. Inclusive, as terapeutas dela lançam dúvidas sobre o diagnóstico realizado por psiquiatras e neurologistas, inclusive a psicopedagoga também fala em criança muito mimada e birrenta. Mas, eles ficam pouco tempo com ela e não convivem diariamente para terem maiores informações sobre o comportamento, como estereotipias (andar na ponta dos pés), e crises de entendimento e compreensão.

  • Priscila Cordeiro Bomback

    Parabéns! Meu filho tem 4 anos, também autista leve ou moderado, é assim mesmo. Me identifiquei bastante com tudo, principalmente no momento com a dificuldade da fala com ecolalia.

  • Letícia

    Sem dúvida nenhuma esse foi o texto que me deixou com o maior nó na garganta até hoje. Meu filho tem 6 anos e é Aspie. Ele sofre, muito, todos os dias, de forma absurda, torturante, como nenhuma criança jamais deveria sofrer no mundo. Muito bem dito: “não estamos competindo sofrimento”, mas as portas estão sempre abertas para as crianças com PC, com Dow, cadeirante, que não falam, mas para os Aspies não, nunca! “ele é nervoso, né mãe?”, “nossa, que boca suja!”, “calma, vai chegar a sua vez, não tem educação não, menino?”, “vai brincar pra lá, Miguel, você só atrapalha”, “xiii, Miguel chegou, gente, vamos subir” E olha, eu sou brava, super rígida, tenho outros dois filhos que são tratados da mesma forma que ele, mas não adianta, a mãe não dá limite, não dá educação, prefere o mais velho. Meu filho não tem atraso cognitivo, nem verbal, nem motor, pelo contrário, QI mais alto, habilidades incríveis, mas é ingênuo, não tem jogo de cintura, não entende ironias, não gosta de perder nos jogos, e principalmente, é uma criança triste, infeliz, por mais que a gente faça, ame, cuide, passeie, brinque, viaje, compre coisas, ele é muito infeliz. Desculpe o desabafo, gente. Hoje não está sendo um dia bom, porque pela segunda vez nessa semana eu escutei: “mamãe, porque as crianças do prédio não quiseram brincar comigo hoje?”

    • Um abraço enorme pra você, Letícia! <3

    • Evelyn Lobo

      O meu Deus que dor no coração de ler isso, imagino o seu sofrimento as coisas que as pessoas falam só aumenta nossa angústia né?! Acompanho meu filho na rede pública a 3 anos hoje ele tem quase 7 e nunca foi dado o diagnóstico de autista leve. Ele ja sabe ler, escreve algumas palavras faz continhas, esta de fato se desenvolvendo. Quando ele fala com alguém fala super bem, é curioso inteligente, faz perguntas, observa as coisas, questiona e em toda avaliação dizem que ele não tem nada, mas as esteriotipias, as dificuldades estão lá, não entende ironias, não aceita perder jogos , é doce gentil, amoroso e super igenuo, até d+ para uma criança de 7 anos, passa muito tempo disperso, costuma repetir as coisas que fala baixinho, ou o que ouvi. Ele é feliz mas tenho medo do futuro, hoje por ser muito destraido e inocente muitas vezes ele não percebe quando fazem maldades c/ ele, ele mesmo se izola e brinca sozinho quando percebe se irrita, chora mas logo passa, mas sei que não será sempre assim .Todo relatório da escola descreve o comportamento de um autista leve.Mas nos exames e na avaliação médica ele não tem nada. Eu faço o que posso pra ajudar mas muitas vezes não sei como lidar, até eu mesmo acabo brigando com ele achando que é frescura.Sou rígida e as vezes tenho remorso de ser dura com ele, não sei até onde e birra de criança, ou é a dificuldade real dele. Os médicos quase me convenceram que ele não tem nada, mas esse post e os comentarios me fizeram perceber que não é bem assim. Só que agora não sei o que fazer, a quem recorrer. Estou angustiada. Como VC conseguiu o diagnóstico ?

      • Letícia

        Oi Evelyn, esse diagnóstico foi dificílimo. Miguel sempre teve problema pra dormir, tinha terror noturno…Eu sempre soube que alguma coisa estava errada. Acredite, fui em três psiquiatras e quatro neuropediatras, inclusive um super badalado aqui de BH, e todos disseram que ele não tinha nada. Como eu não podia parar de correr atrás, pois meu pai e bipolar e existem dois casos de esquizofrenia na família, cheguei ao Dr. Walter Camargo. Foi só aí que finalmente consegui esse diagnóstico. Bom, partimos com tudo, ele fez Fono, to, terapia comportamental, psicanálise, misicoterapia, natação…hoje faz só terapia. Então, se você desconfia que tem algo errado, corra atrás, até descobrir. Beijo pra você

      • Kilda Drummond

        Oi Evelyn. Meu filho tem 3 anos e meio e também não tem diagnóstico do TEA. Quando ele tinha 2 anos e ainda não falava começamos a correr atrás e hoje ele faz fono duas vezes na semana, tem psicomotricista1 vez na semana e psicopedagoga 1 vez na semana. Tem diagnóstico de transtorno do processamento auditivo e dispraxia verbal, mas não do TEA. Já fomos em 2 neuropediatras e 1 neurologista. Também em psicopedagoga especialista em crianças autistas. Não sei se mais pra frente as coisas vão clarear e teremos uma resposta, ou não… De qualquer forma minha rotina com ele é de terapia em terapia. Não vamos em escolinha de futebol, judô ou natação como as crianças da sala dele. É complicado conviver com a incerteza, com a dúvida. Como ele ainda é muito novo ele não sofre, ele é feliz, os amigos o aceitam na escola mesmo ele não sabendo regras das brincadeiras e sem ter um bom diálogo, porque tem a mediação constante das professoras e a turma é pequena. Acho que só o tempo dirá. Ele não tem estereotipias ou tiques nem ecolalia. Mas a fala dele é bem diferente e nem sempre ele consegue responder perguntas. Ele gagueja, fica nervoso, repete a mesma frase um monte de vezes. A voz dele é alta e esganiçada e ele alonga a última letra. Nunca vi nada parecido. Como ele fala praticamente gritando atrai olhares. Eu não ligo, não mesmo, mas porque sei que ele não liga…

    • Roberta Colen

      Oi Letícia, seu desabafo dói em mim, se você morar em BH nossos filhos podem brincar juntos! Recebe meu abraço também, cheio de carinho por você e pelo Miguel!

      • Letícia

        Oi Roberta! Fiquei muito feliz com essa mensagem. É muito bom saber que existem pessoas de mente e coração abertos para crianças como o meu Miguel. E sim, eu moro em BH, no Buritis.

      • Tatiane Guerra

        Tbem sou de Bh. Gostaria de compartilhar experiências com vcs

        • Roberta Colen

          Bom dia meninas! Em BH iniciamos recentemente um grupo de pais e aspies a ASA-TEA MG. Nossos encontros são semanais, entrem em contato pelo facebook para nos conhecermos. Abraço em cada uma!

        • Guimar G Gomes

          Oi Roberta qual a pagina que entra em contato com vcs. Obrigada

      • Cecília Marcenes

        Eu tb sou de BH e gostaria muito de me encontrar com vcs. Meu filho tem 11 anos e foi diagnosticado aos 6. Foi a professora dele que percebeu os sintomas e me alertou. Ele está bem, mas vive angustiado pela dificuldade em fazer amigos, ele sofre muito principalmente na escola, por isso.
        Agora, este ano ele entrou para um grupo de escoteiros e isso está fazendo muito bem para seu desenvolvimento e autonomia, lá eles fazem realmente a inclusão. Na escola o que fazem é aceitação.
        Como faço para ter o contato de vcs, para que possamos nos encontrar e nossos filhos tb?

      • Marina Mendes

        Oi Meninas! Também moro em BH e tenho uma princesa Aspie de 04 anos. Ela também tem um cognitivo sensacional, mas sofre com a falta de tato socialmente. Podíamos marcar um encontro. Fico com o coração dilacerado quando vejo algum coleguinha a ignorando…

    • Marcia Fernandes

      Oi Leticia, minha filha é exatamente como o seu! Ela não tem dificuldades nas amizades, as outras crianças vivem batendo aqui para chamá-la, o problema mesmo são os adultos, especialmente os da escola, e até mesmo os amigos.
      Vc está em algum grupo ou rede social? Não conheço ninguém com filho Aspie para podermos trocar experiências e desabafos!

      • Letícia

        Oi Márcia! Não participo de nenhum grupo não. Quando eu descobri, fiquei muito mal, fiz análise por dois anos e tomei um monte de remédios, mas agora estou bem, salvo algumas recaídas, mas acho que é assim mesmo, rs. Aceitar, acho que ninguém aceita, nunca, mas o tempo passa, e o importante é apoiarmos nossos filhos sempre! Beijo pra vocês

      • gramberry@hotmail.com

        Ooi Marcia, tenho filho asperg diagnosticado recentemente, tbm não tem dificuldades com amizades, gostaria de trocar ideia CTG, estou um pouco perdida, abraços

        • gramberry@hotmail.com

          Não sei como publiquei pelo email do meu esposo rsrsrs, meu nome é lisiane

        • Educadora: Claudia Dantas

          ola, ,e chamo Claudia preciso de uma orientação e ajuda de como diagnosticar e saber q meu filho te isso. passamos por tudo isso, ele se superou mas não tive diagnostico… O sus e difícil e não tive apoio.

        • Zeiza Matildes

          Cláudia, boa noite, meu filho é aspie, o diagnóstico foi tardio e foi pelo Sus. Primeiro passo e marcar no postinho ou PSF programas de família uma consulta normal, com o clínico, normalmente os PSFs não tem pediatras, feito isso, solicite um neuropediatra, demora muito pra sair, mas sai, aí vc solicita os exames, e aguarda os laudos. Espero ter ajudado. Qq coisa me contacte: zeizamatildes@yahoo.com.br

        • Tatiana Braga

          Cláudia, aqui consegui na APAE. Se a escola entrar em contato com eles, vai mais rápido.

      • Fernanda Romano

        Ola gente!
        Meu filho caçula acabou de ser diagnosticado como autista leve. Ele tem 8 anos, é um menino doce e carismático. Tem grande dificuldade para aprender a ler e escrever, porém ótimo com números. Tem crises e tbm adora ficar no “seu mundinho”. Estou meio perdida ainda, mas preparada pra ajudar meu Bruno!

    • Sarah Penido

      Estamos juntas! Meu GAbriel faz 10 essa semana e o diagnóstico dele só conseguiu ser feito com 8 anos. Isso porque ele não apresentava nenhum sintoma tão especifico. Sempre nervoso, impaciente, angustiado, ansioso. Esses são os adjetivos, né?

    • erica

      Letícia, senti tanto pelo teu relato…meus filhos não são autistas, mas como mãe, sinta-se abraçada por outra mãe. só isso. força sempre!

    • Marina Mendes

      Oi Letícia! Esse nó na garganta dói muito. Muito mesmo. Vocês já se encontraram aqui em BH? Há vários grupos de mães com filhos com TEA, entretanto desconheço algum direcionado aos Aspie!

  • Francine B Vieira

    Tenho um casal, e vc colocou em palavras o que vai no meu <3, obrigada.

  • Rose Silva Ev’art

    Da um aperto no coração …tenho um filho de 6 anos autista leve ele fala mas com um pouco de dificuldade esta evoluindo bastante graças a Deus ….é e assim msm quando ele chega todos ja se preparam …tipo la vem ele! Todos esperram que eu traduza o que ele fala …o mundo me da medo muito medo as pessoas são cruéis tenho medo todos os dias do futuro mas sigo em frente por ele para ele…bjs gurias

    • Virlane Resende

      Rose, tenho um neto com 3anos e 5meses, com essa descrição que voce fez do seu filho.
      fico muito triste, ele está em tratamento.
      as vezes pergunto: como vai ser a vida dele daqui pra frente, mas tenho certeza de uma coisa, ele precisa de amor.
      estou fazendo de tudo como avó para que ele seja totalmente inserido na escola e no seu entorno social.

  • Cintia Medeiros

    meu filho é autista leve, mas nao asperger. mas ouço o que essa mae ouve e tambem passamos pelos mesmos achismos que as pessoas tem sobre autistas…mas faz parte pois ate o pediatra do Davi ainda me pergunta se ele é autista mesmo ¬¬

  • Amanda Paschoal

    “autismo leve não significa que eu vivo o autismo de forma leve, significa que você vive o meu autismo de forma leve” -The Ginger Aspie
    Faço dessa citação minha também. Eu sou aspie, eu entendo muito bem tudo que foi dito aqui… Mas percebam uma coisa pessoal: 99% dos problemas apontados são causados por outras pessoas e não pelo autismo/asperger. 😉

    • Evelyn Lobo

      Sim as pessoas complicam tudo!

    • Eliana Martins

      Me explica melhor Amanda?

      • Calinca Alcantara

        Como portadora de Asperger e que sofreu todos esses bullyings descritos na infância justamente por ter asperger, hoje em dia com 29 anos, eu ainda sinto e muito não o peso do Asperger, mas a dificuldade que aos neurotípicos tem em entender os Aspies. Ter Asperger não me causa nenhum problema, eu apenas tenho um jeito diferente de enxergar o mundo, um outro ponto de vista, um outro tipo de personalidade, e as pessoas tem dificuldade de me aceitar como eu sou. Um exemplo disso são as terapias para socialização do Asperger. Eu tenho muito problema de socialização. Todas as psicólogas que tive desde a infância até hoje me ensinaram que já que eu não consigo me sentir confortável olhando nos olhos das pessoas, eu deveria olhar para a sobrancelha ou testa, pq dá a impressão de olhar as pessoas nos olhos e deixa elas menos desconfortáveis ao falar comigo. Eu tenho Asperger, eu não deixo de olhar nos olhos por falta de educação, eu apenas não consigo, se eu conseguisse eu olharia. E o MEU desconforto, não conta? ninguém manda um cadeirante correr, por que, mandam Aspergers fingirem que olham nos olhos? Qual a dificuldade de aceitarem nossas limitações? Eu não sei socializar como as pessoas neurotípicas, eu não tenho muitos assuntos, eu só consigo falar sobre um assunto específico, talvez eu fale de mais sobre ele, não é por mal, não custa compreender. O problema está em quererem transformar asperges em neurotípicos para o conforto e bem estar de quem de relaciona com os aspies, isso gera ansiedade e depressão nos Aspies, as famosas comorbidades. Por que nos dá o choque de realidade de mostrar tudo que a gente nunca vai conseguir fazer pq não é quem a gente é, e faz com que a gente se sinta inútil. Como se ser o que nós somos fosse algo ruim. Pregam a aceitação do Aspie por meio de transformar ele em um neurotípico. Mas nós nunca vamos ser um. Apenas aceite as nossas diferenças. Aspergers entendem tudo, e respeitam todas as diferenças por isso se isolam quando percebem que não são bem vindos, não custa aceitar o Asperger com os traços de um asperger.

        • Tinacris Charahua

          É exatamente o que penso. Meu filho é asperger e a escola quer forçá-lo a ser como os outros. Acham que porque ele é muito inteligente ele consegue se comportar como os outros. A cobrança é muito grande, meu filho sofre por não conseguir ser como querem (exigem) que ele seja.

        • Calinca Alcantara

          Muda ele de escola. Essa escola não quer incluir seu filho. Inclusão é aceitar nós autistas como somos, e a escola tem que ter profissionais preparados para lidar com crianças autistas de todo o espectro, incluindo os Aspies. A nossa inteligência é cognitiva e não social. Hoje eu tenho 29 e ainda não entendi o que querem dizer com “aquele olhar diferente” que as pessoas fazem quando estar zangadas com vc sem precisar dizer, ou hoje em dia na minha realidade “o olhar diferente que fazem qd estão a fim de vc” eu ouvi isso a minha vida INTEIRA, pequenas coisas, olhares, trejeitos, tom de vozes, sutis mudanças que as pessoas supostamente fazem pra se comunicar nas entrelinhas. Só que não adianta me explicar, eu não entendo, e eu não entendo o por que eu não entendo. Eu não vejo diferença alguma. Eu não percebo essas coisas, eu vou falar sobre o meu hiperdoce sem ninguém me perguntar, apenas por que eu me sinto animada sobre algo que descobri. Eu saia da sala de aula no meio da aula pq o barulho me estressava, e a professora brigava que eu não olhava pra ela. As pessoas não me entendiam então eu supunha que não me queriam lá e saia de sala. Minha escola não me incluía, não me compreendia, me cobrava, e eu não entendia o porque, porque não entendia o que tinha de errado comigo que queriam tanto mudar. Hoje eu entendo que, não tem nada de errado comigo. Eu me podo pra não ser grosseira, pq isso a minha mãe foi me ensinando, certas coisas fazem parte da educação. Eu não compreendia pq eu tinha que dizer oi toda vez que encontrava alguém que já conhecia, se eu já sabia quem era, mas é parte da educação então eu faço, mesmo achando sem sentido. Então certas coisas conforme o Aspie cresce SIM agente entende que são normas da educação e a gente aprende a se podar pra não ser grosseiro, ou aprende a se comportar, coisas que normalmente uma pessoa aprenderia sozinha por bom senso a gente precisa ser explicado. Okay, mas outras como a interação social e como a gente interage com o meio não adianta moldar, vai ser feita a nosso modo, pq nós somos diferentes e um asperger é diferente do outro também. O primeiro passo pra inclusão das crianças Aspies na escola é respeitar e aceitar elas como elas são, e principalmente ensinar os outros colegas a tratar os amigos Aspies com o mesmo respeito pra que não haja bullying. Pq autistas precisam de contato com outras crianças, mas não adianta se esse contato for feito pra trazer bullyings e consequências como traumas pra vida adulta.

        • Tatiana Braga

          Eu nunca fui diagnosticada. A psiquiatra atual do meu filho tem grandes suspeitas, e me mandou procurar avaliação.
          Cada vez que leio relato de um aspie, ou que alguém diz que meu filho não tem TEA, só um comportamento exatamente igual ao meu na idade dele, eu me convenço mais.
          Quando me interesso por um assunto, eu não consigo parar de estudantes. Li que aspies podem ser verdadeiros devoradores de livros. Eu lia um por dia na época da escola. Tem uns que muitos universitários não entendem, eu li com 11 anos.
          Minha mãe vivia sendo chamada nas escolas porque achavam que eu pegava na biblioteca só pra deixar guardado, que nem abria, mas podem me perguntar sobre qualquer um, ainda me lembro.
          Odiava fazer tarefa, estudar em casa ou copiar a matéria. Mesmo assim tinha as melhores notas da turma.
          Bem, vou procurar avaliação, mas acho que já sei a resposta.

        • Guimar G Gomes

          Ja meu filho de 25 anos o Niklas nao gosta de ler livros ele prefere escutar..Ele tem leve autismo maior problema aqui na Suecia é a falta de apoio aos jovens com deficit de atencao Autismo Asperger

        • Hélio Graciola Junior

          Desculpe minha ignorância no assunto,e até mesmo se eu dizer algo mau colocado….
          estou querendo entender mais sobre comportamento dos “Asperger” como vc diz…
          Sou gerente de condomínio…temos um garoto aqui e eu gostaria muito de poder ajudar entendendo o que sentem,e como pensam,pra poder divulgar aos leigos como eu no assunto,pra poder melhorar o convívio pro próprio garoto…
          Dentro das dúvidas,gostaria de saber,se é possível um Asperger se tornar agressivo,de repente,de uma hora pra outra,e até causar mal às pessoas ou animais,(caso seja amoroso com esses)
          ,ou isso não tem nada à ver ?

        • Calinca Alcantara

          Aspergers não são de maneira alguma agressivos, nem com animais nem com ninguém. Até porque Asperger tem dificuldade de interação social. Então geralmente uma pessoa neurotípica leiga ( que não saiba que aquela pessoa é asperger) vai no mínimo achar o portador de asperger uma pessoa estranha, ou antipática, ou anti-social. Uma das melhores terapias para Aspergers, principalmente crianças são com animais. Então, não existe nenhum problema entre aspergers e animais.

        • Micheleni Moraes

          Poxa, muito interessante sua colocação. Passarei a estudar mais, a refletir mais a partir dessa discussão. Pontos centrais na vida do aspie. E como disseram, problemas que nós, ditos “normais” impomos por nossa limitação de aceitar o outro.

    • Calinca Alcantara

      Te entendi Amanda, talvez pq eu seja Asperguer

    • Elis Soares

      Vc se importa em me dar mais informações de como vc se sente?
      Obrigada <3

  • Evelyn Lobo

    Meu filho se parece com tudo isso que você falou, acompanho ele na rede pública a 3 anos hoje ele tem 7 e nunca foi dado o diagnóstico de autista leve. Ele ja sabe ler, escreve algumas palavras faz continhas, esta de fato se desenvolvendo. Quando ele fala com alguém fala super bem, é curioso inteligente, faz perguntas, observa as coisas, questiona e em toda avaliação dizem que ele não tem nada, mas as esteriotipias, as dificuldades estaã lá, no dia a dia, em casa na escola. Ele e doce gentil, amoroso e super inocente d+ para uma criança de 7 anos .Todo relatório da escola descreve o comportamento de um autista leve, tem episódios de muita irritação, descontrole. Mas na avaliação médica ele não tem nada. Eu faço o que posso pra ajudar mas muitas vezes não sei como lidar, até eu mesmo acabo brigando com ele achando que é frescura. Os médicos quase me convenceram que ele não tem nada mas ler esse post me fez perceber que não é bem assim , só que agora não sei o que fazer a quem recorrer. Como VC conseguiu o diagnóstico ?

    • Mirian Salgado

      Meu filho é bem parecido com o seu, tive o diagnostico com 3 anos, tem medicos que teem medonde dar o diagnostico, ou nao sabem do assunto sei la.Procure um medico que te dê laudos pra seu filho ser melhor atendido na rede publica com laudo vão poder adaptar o material pra ele.Meu filho tem sido bem assistido esta progredindo.O que mais eh dificil de lidar são as crises de repetiçao as vezes fica umas 4 horas perguntando alguma coisa se pode fazer e mesmo deixando ele fazer ele se nega ediz que não quer…. fica preso nisso e eh complicado demais.

    • Ronniel S Braga

      Evelyn Lobo, todos nós passamos por isso, tanto o artigo como seu comentário descrevem exatamente o comportamento do meu filho e constantemente ouvimos de médicos que dizer “autismo” é feio, que essa é mais uma modinha da década e etc. Nossos filhos são diferentes e devemos lutar pelos direitos deles. Com relação ao diagnóstico só consegui na rede particular, através de avaliação funcional, ressonância e consulta com a neuropediatra. Meu filho foi diagnosticado ano passado e só agora conseguimos compreender o que isso significa e hoje temos o apoio de um grupo de pais de autistas, que dividem suas experiências, saímos juntos, levamos nossos filhos para brincarem juntos e tem sido uma experiência maravilhosa.

    • Rose Oliveira

      Nodsa flor meu filho faz tudo isso q vc escreveu. N sei em qual especialista passar. Eu n sei oq fazer.

    • Clarice Gonçalves

      Oi. O meu filho tem 7 anos e também é bem parecido com o seu…

  • Roberta Colen

    Agradeço a você Andréa e a Nanci por divulgar e informar sobre o assunto! Fico imaginando nossos filhos lendo estes relatos e comentários e acrescentando: “e eu que ouço tudo isso?”; “como você acha que me sinto?”; “não tenho culpa da ignorância do outro”; “por que eu sou assim?”; Eles estão crescendo, entendendo tudo o que está acontecendo, e infelizmente não sabem se defender. E temos assunto pra muitas linhas…

  • Lih Rocktaschel

    Maravilhoso texto!! você conseguiu expressar tudo que uma mãe de aspie sente todos os dias. Ontem mesmo meu filho (10 anos) chorando após ser excluído de uma noite do pijama com o pessoal da escola me falou: – Mãe, eu sinto que só vim para esse mundo para atrapalhar a vida dos outros.
    Não é fácil, não é nada LEVE!!!

    • Luciana Lacerda

      Dói na alma ouvir o filho falar assim né mãezinha ? O meu muitas vezes fala que queria ser bebê de novo.

  • Cristiane

    Me identifiquei muito com seu relato.Tenho um filho de 4 anos, diagnosticado com 1 ano e 5 meses pela pediatra e pela neuropediatra. Mas oficialmente laudado com 2 anos e 4 meses. Até hoje escuto de muitas pessoas que ele não é autista, que o diagnostico está errado, e por aí vai…Ele estuda em escola regular, está se desenvolvendo bem, mas tem algumas limitações. Eu o acompanho todos os dias.

  • Gardênia Aguiar

    Nanci, li um livro excelente escrito por um neurologista chamado Oliver Sacks, “Um Antropólogo em Marte”. Nesse livro ele relata vários casos de pessoas com Síndrome de Asperger e tenta explicar suas limitações e, o mais interessante, relata casos de pessoas que souberam achar formas de se adaptar às suas limitações e ter uma vida independente de sucesso. Vale muito a pena ler! Beijos e sucesso na sua luta!

  • Ubirajara Scutari

    Lendo seu artigo, vivenciei tudo que passamos aqui com nossa Heloísa, hoje com 8 anos! Maravilhoso poder compartilhar da sua experiência, quantas vezes ouvimos, mas ela é autista mesmo? sera? não parece? Acho que ela é mimada! Bem, por muito pouco já mandei muita gente ir catar coquinho, só pra ser educado aqui.
    Sinto também que nós, homens, somos uma minoria, quando se trata de filhos especias, geralmente vejo mães, em consultórios, ou terapias!
    Aqui em casa somos os dois, e também a irmã, o primo, os avós, todos empenhados para o desenvolvimento, e progresso da nossa Heloísa!
    Continue a nôs brindar com excelentes artigos, obrigado!

  • Luciana Lacerda

    Vi meu filho descrito no seu texto.Me emocionei,pois me vi em vc também.Muito obrigada por compartilhar,Meu filho tem autismo leve e hoje tem 10 anos.É muito inteligente,tira notas altas na escola que é regular,mas,sabe que é diferente e por isso as vezes fala que os demais colegas são mais inteligentes do que ele.E não é verdade né mãezinha,apenas tem uma maneira diferente de raciocínio.e tantas habilidades maravilhosas.

  • Katia Sanchez

    Texto perfeito!Como a gente se identifica!E para um dia como hoje (pois sabemos que alguns dias são mais difíceis que outros), ler algo assim equivale a um abraço apertado de alguém que entende perfeitamente nossas angústias e a dos nossos pequenos.

  • Farrah

    Existe algum autista em idade adulta que pudesse nos relatar o que passou na infância, se desenvolvendo de forma lenta?
    Penso que seria mais interessante um autista falando sobre suas próprias experiencias. Sempre são os pais relatando, por que ?

    • No Brasil há poucos, Farrah. Conheço o Cristiano Camargo, o Nelson Marra, o Nicolas Brito e a Nataly Pessoa. As mães falam pelos filhos que não falam.

  • Kyria Darsaclis

    Nikolas é exatamente o que você descreveu, sobre sua filha. Acho que passamos por mais dificuldades do que os autistas * graves , pois ele não parece ter nada , a luta é diária , paciência é o que mais peço a Deus

    • Cecília Marcenes

      Tb penso assim Kyria. Como os nossos são “leves” não aparentam e por isso não conseguem a benevolência dos outros, que os de caso mais grave conseguem. Sei que ambos são muito difíceis, mas ouvir que isso ( um ataque ou algo que o valha) é falta de pulso da nossa parte, dói muito!

  • Kyria Darsaclis

    Como você disse, ele passa por mimado, desobediente, mal educado , e as pessoas de fora não entendem .
    Estou aqui para ajudar e compartilhar o que for preciso ! Um grande abraço a todos

  • Patricia Goncalves

    Oi gente! Tenho num filho de 3 e 7 meses. Ele não fala praticamente nada, somente mama, papai, diicia ( delícia), cudado ( cuidado) e só. Também só fala isso quando quer ou a gente estimula. E carinhoso, curioso, arteiro, olha nos olhos, expressa emoções, brinca com outras crianças etc… Ou seja, parece uma criança normal não fosse pelo fato de não falar apenas balbuciar coisas incompressíveis o tempo todo. Levei ele nuim psiquiatra que me disse que provavelmente fosse autismo, e, até ler este artigo não a recitava que ele fosse mas com ressalvas. O psiquiatra o encaminhou para fazer alguns exames, entre eles a ressonância magnética. Tenho medo pois ele terá que ser anestesiado em um exame e sedado nos outros dois. Tenho muitas dúvidas mas mais certezas agora após ler. Agradeço por escreverem contando suas realidades. Vou marcar os exames e fazer o quanto antes. Gostaria de manter contato com vcs. Caso tenham Wats por favor me adicionem 95795795. Ficarei muito grata. Abraços a todas.

    • Marina Mendes

      Oi Patricia! A minha filha fez a ressonancia e foi super tranquilo. Foi cedada, mas correu de forma calma, sem problemas
      .Bjooo

    • Patrícia Goulart Velozo

      Olá Patrícia. Também me chamo Patrícia. Tenho um filho de 4 anos, diagnosticado à 3 meses com autismo leve. Faz psicoterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. As profissionais que o acompanham trabalham com a hipótese de não ser autista, e sim ter um transtorno de linguagem (sua fala é atrasada para sua faixa etária). Faremos agora exames para tentar elucidar (audiomentria bera, tomografia e ressonância). Não sou médica, mas talvez se conversasse com a neuropediatra de seu filho sobre a possibilidade de ser um transtorno de linguagem. A médica de meu filho disse que se a audiomentria, por exemplo, tiver alteração, é possível sim que seja um transtorno de linguagem. Porém, meu filho apresenta outros sintomas comuns ao autismo.
      Sei como é complicada essa caminhada, por isso me mostro solidária com sua situação.
      Abraços e que Deus abençoe sempre nossos anjos! E que não nos falte força para acompanhá-los!

      • Michelle Cristina Moraes

        oi Patricia,vc disse em seu comentario que seu filho apresenta outros sintomas que são comuns ao autismo,quais seriam no caso?

  • Sandra Andrade

    Como dói, meu filho tem 3 anos e desde o fim do ano passado a prof dele vem me chamado para ter atenção ao comportamento dele, que ele n participa das rodinhas de histórias, que ele não brinca com as outras crianças… Tudo q foi descrito tanto no post como nos comentários, levei ao psicólogo que afirmou que ele tem traço autista, encaminhou para vários outros profissionais (neuro, como, psiquiatra…) para fechar o diagnóstico, mas só de “conversar” (tentar, claro) com ele já se tem a ideia… To super angustiada, tenha mais 2 filhos, e nunca tive nenhum tipo de dificuldade com eles, foram criancas tranqüilas, hj 19 e 12 anos. Não sei como lidar com as birras, com a falta de atenção ao que falo pra ele, com a falta de resposta, com as perguntas alheias… É td tão massacrante. Ele é ativo, super inteligente, tem uma memória de dar inveja em qq pessoa que se diz normal, fala muito, mas são coisas desconexas, muita repetição do que ouve, sem sentido e na hora errada, risos sem motivos em locais inapropriados… Pior que realmente as pessoas te julgam, vc que não educa, n da limites… Já me perguntaram se ele é surdo, já o expulsaram do berçário… Isso foi tanto, da vontade de escondê-lo em casa, p livra-lo da humilhação, da discriminação, não sei o que fazer, como agir… Só tenho me sentido impotente, não consigo proteger meu próprio filho do julgamento hipócrita dos outros… Mas com certeza vou arrancar forças de onde não parece ter e vou lutar pelo meu filho, é td muito recente p mim e td novo, mas Deus há de me iluminar.
    Bjos no coração de todos vcs, e que Deus nos dê forças para encarar o dia a dia.

  • Adriana Mazer

    Olá!!!
    Achei ótimo este post, é meu dia a dia. Tem como imprimir, quero passar para alguns familiares que não conseguem entender o que está acontecendo!!! Obrigada

  • Eliane

    Meu filho tem 6 anos e tem o diagnóstico de autismo leve. Me identifiquei muito com o seu relato, sei bem como é difícil as pessoas dizerem que ele não tem nada até mesmo médicos e educadores . Somente nós pais sabemos a luta que é lidar com isso, so nós sabemos tudo que passamos, as conquistas que as vezes nos alcançamos, momentos de crises, as dificuldades que eles enfrentam. Na verdade não é fácil, não ter o reconhecimento da sociedade.

  • Káren Canuto

    Oi eu me chamo Káren. Tenho um filho de dois anos,o Davi. Coloquei ele aos dois anos na escola,porque vi que ele não desenvolvia a fala como a prima dele de quase a mesma idade. Ele conta de 1 a 10,tem atenção ao ver TV…mas na escola,a professora em duas vezes que observou meu filho deu o diagnóstico de autismo. Estou na Terapeuta e irei a um neuropediatra indicado pela pediatra dele. Na verdade eu não sei o que meu filho tem na verdade….ele interagi com a gente…mas não tem atenção e fala pouco…estou tentando assimilar e seguir os passos corretos. Estou numa fase de angústia e dúvidas …como é esse diagnóstico ?????????

  • Marcia Andrea Moraes

    Meu filho tem autismo leve e todos esses comportamentos citados. Sem exceção!!!
    Estou com as mesmas dificuldades, mas com uma vontade sem limites, de acertar. Não é fácil, mas eu amo tanto meu filho, que morreria por ele, se preciso…

  • wanchanwanx

    Depois que li esse artigo por puro interesse, esse leve autismo lembra eu muito quando era pequena, passava pela mesma coisa. Até hoje sofro com algumas coisas assim.

  • Cyntia Grahl Borges

    Não tem como não se reconhecer, se ver neste relato como se ele fosse seu,do seufilho… meu Guga hj com 10 anos tbm sofre com o que o mundo espera dele e tbm já sabe que por algum motivo é diferente e aí a gente tenta contornar, protegê-lo, mostrar que todos são diferentes de algum jeito, mas nem sempre dá pra tapar o sol com a peneira e aí, é chorar junto, acolher e dar muito amor, muito mesmo…

  • Maria Antonieta Nobre

    Nanci e Andrea, muito obrigada pelo relato e por esse espaço aqui. Me emocionei muito com a história, pois não tinha a dimensão de como é o universo do autista leve. Diferentemente de muitas pessoas aqui, não são mãe e nem tenho contato diário com crianças autistas. Aos sábados faço trabalho voluntário em uma casa espírita de BH e, na evangelização infantil, tenho 2 crianças diagnosticadas com autismo. Um deles, inclusive, eu fiquei sabendo a pouco tempo, já que ele é bem diferente dos casos relatados (é muito ativo, interage bem com as crianças e, pela pouca idade, ainda não temos como ver se tem dificuldades na fala ou em outros aprendizados).
    Amo o trabalho que faço e vim em busca de mais informações para poder conseguir atender a demanda especial dessas crianças. Mesmo com apenas uma hora por semana, já consigo ver uma evolução muito grande neles nesse um ano que estou em contato. Eles são os meus xodós, faço as atividades sempre pensando em coisas que eles gostariam de fazer. Já está até confuso aqui, porque estou realmente tocada e feliz por saber como “funciona” o mundo autista e poder estar colaborando com ele, mesmo sem nenhum preparo anterior.
    Inclusive, estou largando meu trabalho para estudar para medicina pelo meu interesse na psiquiatria, e devo acabar seguindo para a psiquiatria infantil, que, como li aqui embaixo, tem poucos profissionais capacitados.
    Mais uma vez, obrigada pelo relato e por esse blog.

  • Vera Catarino

    Olá! Eu moro em Portugal e tudo aponta para que o meu filho seja autista “leve”. Estou a ver que ainda vou ter um longo caminho pela frente porque o meu filho ainda só tem 2 anos. Mas o que mais me irrita é a própria família não entender o meu filho, que não quer estar com as outras pessoas, não fala e chora quando há confusão. A família culpa sempre os pais porque “ele tem de se habituar a estar com as pessoas, os pais é que o protegem muito”. Custa-me estar constantemente a ouvir que o meu filho brinca sozinho porque nós os pais não brincamos com ele etc… Falta-nos apoio. E além disso em Portugal também não há escolas especiais para estes casos…

    • Oi, Vera! Como assim? Não existe nem classe especial dentro de escola regular?

      • Vera Catarino

        Não. Existe um ensino especial mas é mesmo para crianças com problemas mais graves e são instituições à parte. Não fazem parte do ensino regular. Como dizia alguém aqui, o autismo “leve” é invisível.
        O meu filho tem um acompanhamento especial, mas é 1h00 por semana… não é praticamente nada…. Tenho receio de quando chegar à escola tenha problemas de integração e as instituições não estejam preparadas para crianças como ele…

  • BearSound

    Meu sobrinho de 6 anos está em fase de exames clínicos, foi diagnosticado com autismo leve, ele é uma criança super dócil, adora ajudar em tudo, mas possui muita dificuldade em se relacionar com pessoas fora da família, principalmente outras crianças. Lendo seu relato realmente são as preocupações que temos com ele, pois o fato de não conseguir se relacionar e ser muito sensível as coisas que acontecem em sua volta, ele geralmente é deixado meio que de lado pelas pessoas que não o conhecem. Já tinha vivenciado a distância uma pessoa com autismo, e imagino o quão difícil seja conviver com essa tal dificuldade,

  • renan

    Lindo, parabéns pelo depoimento! Alana não está sozinha, e sua luta também não. Obrigado pelas palavras e coragem.

    • ana cristina da silva

      lindo se parece muito com a história do Gabriel.

  • Debora Dos Santos Celestino

    Olá pessoal. Descobri a uma semana que meu pequeno de 3 anos tem TEA e na avaliação clínica foi o leve. Porém já li vi vídeos blogs e esse é o primeiro que parece descrever meu pequeno. Moro em Brasília e estamos na lista de espera do Centro especial para terapia ocupacional. Porém Há muita gente nessa lista. Esse ano por problemas financeiros tirei da escola onde ele conseguiu aprender os números e cores no tempo normal da sua faixa etária. Estamos na lista de espera para creche pública. Que também é mais uma lista bem grande. Estou levando a psicologa desde de janeiro e começamos com a fono a 2 meses. A melhora dele é significativa. Mas fico com no na garganta por não saber muita coisa. Preciso e um auxílio de como devo proceder onde ir . Se tiver alguém aqui de Brasília que possa me dar um auxílio seria muito grata. Desculpe o texto longo. Desde já obrigada !

    • Abigahil Benfica

      Olá Debora, procure um advogado para se orientar sobre seus direitos. Se não tiver condições de pagar, procure um advogado do estado, pois vc pode entrar com algumas ações para conseguir o tratamento adequado sem ter q depender de esperar em listas. Para saber também quais os tratamentos disponíveis na rede pública, procure o departamento de Saúde de sua cidade, lá ele vão saber te informar certinho.

    • ana cristina da silva

      olá Debora moro em brasília e meu filho também tem autismo leve.
      anacristiburcio@yahoo.com.br

  • Alex Lopes

    Boa tarde estou a ter dúvidas Porquestra meu filho tem 2 anos e 4 meses trabalho fora do país a 3 meses atrás meu filho falava pai, mãe avó tia ,brinca tudo agora viajei e automaticamente deixou de falar tudo e a mãe e parentes levaram ele na fono e afirmaram autismo mas não estou convencido e em 2 meses tudo apareceu mas ele é amável brinca só não está a falar .se alguém puder me esclarecer me ajudar pq não sei oque fazer .obrigado a todos

    • Hérika Braga de Freitas

      Leve ele à uma neuropsicologa. Só elas conseguem dar um diagnóstico preciso. Tenho referencia no Rio, dependendo de onde mora consegue bons profissionais

  • Nelson Melo

    Oi meu irmao tem 18 anos e é autista agressivo, fico mt triste pois tem dias q ele fica com mt raiva e xinga, bate nas pessoas com soco forte (somente nos familiares) e n sei como resolver, ja pensei em me suicidar, quando era criança ele tinha terror noturno… Pode me ajudar?

  • Marcilene Feital

    Prezados, alguem sabe informar sobre o Direito às terapias dos autistas? Ouvi dizer que existe uma forma de ação judicial para que o Estado custeie todas as terapias e escola apropriada ao autista, caso nao exista na esfera pública.

  • Ludwig Hess Von Buss Strümpell

    Creio que o autismo pelo jeito está começando a ficar popular, logo vão falar de depressão, bipolaridade e AUTISMO!

  • Alessandra Ferreira Martins

    fico feliz em ler esse relato.. e queria que muitos que questionam o meu filho lessem também. obrigada pelo compartilhamento.. 🙂

  • Isabella Goulart

    Encontrei sua página porque vou fzr um artigo científico sobre os TGDs. Amei o texto! Seu site é lindo! Parabéns pelo belíssimo trabalho!bjs

  • DaniEla

    Ola
    Minha filha tbem e aspie esta com 4 anos! Nao conheco ninguem pra trocar experiencias! Meu marido tbem e e sem tratamento descobrimos sgora depois wue ela nasceu com todas essas dificuldades citadas !
    Nacescola estamos comecando a ter problemas exatamente como e colocado acima!
    Mas ela interage sim….
    Vc tem certeza….
    Ela e tao esperta ….
    Eu acho que ela num tem nada nao…. Afff ….

  • Andrea

    Nanci, o que você escreveu muito se aproxima da minha realidade. Sou mãe de um menino autista que agora está com 10 anos. Diagnosticado como Asperger aos três anos de idade, estaria no espectro, no tal autismo leve, mas, que como você diz, não é tão leve assim. Gostaria de compartilhar com você e com todos do grupo uma angústia que me invade na atual fase de desenvolvimento dele. Sempre foi uma criança muito inteligente, carinhosa e concentada. É verbal, interage pouco, vive concentrado em seu próprio mundo, repleto de sequencias, números, contas, palavras que ele inventa, símbolos, desenhos… Um mundo tão complexo que eu comecei a tentar entender quando ele, aos 4 anos, começou a ler e a escrever. Atualmente, ele cria sequencias imensas: sequencias de frases, sequencias de símbolos, sequencias de cálculos… Vive no mundo dessas sequencias mentais, que chegam a ter mais de mil informações sequenciais (por exemplo, mil frases, mil resultados de contas, mil símbolos gráficos, mil tipos de sons diferentes). Ele guarda tudo na mente e passa boa parte do tempo ampliando ou aprimorando essas sequencias. Às vezes, fica nervoso porque esqueceu o dado número 57 de uma sequencia de 100 imagens que ele criou mentalmente, por exemplo. Pouco ou quase nada essas sequencias se assemelham ao nosso mundo dito real. Se interessa por linguagem, adora gramática e outras línguas. Já chegou a decorar todos os verbetes e os significados de um dicionário básico que eu dei pra ele. Gosta de línguas e chegou a aprender o alfabeto russo durante as férias. Ele gosta muito de repetições também, repete frases que ouve nos vídeos que ele assiste (adora os do Iberê Tenório, por exemplo), repete diálogos, repete broncas que a gente dá, repete, repete, a tal ecolalia. Não tem filtro social e se vamos ao shopping, por exemplo, e acha algum espelho, fica em frente ao mesmo falando as frases que gosta de repetir. Mas é capaz de conversar também, sempre que chamado ao nosso mundo, atende perfeitamente. Frequenta a escola regular e vai muito bem, no entanto, nem sempre copia ou faz o que é solicitado e quando irritado, grita ou morde as mãos. Faz terapia desde os três anos e já tentei várias abordagens: construtivista, psicodramática, behaviorista… Estou muito preocupada pelas tais sequencias (tenho medo que ele enlouqueça) e pelo fato de que já está começando a ficar deprimido e ainda mais isolado por conta da gente sempre dizer pra ele controlar certos comportamentos. Gostaria muito de compartilhar minha angústia com vocês e, se possível, saber das suas experiências, se vivenciam algo parecido com seus filhos, o que sentem e o que tem feito a respeito. Um grande abraço!

    • Hérika Braga de Freitas

      Andrea, o meu têm comportamentos muito parecidos com o seu. Ele tem quase 7 anos e foi diagnosticado com dupla excepcionalidade: autismo leve e superdotação. Tb aprendeu a ler e escrever aos 4 anos e a escola não dá muita importância aos problemas sociais dele, já q tira boas notas. Mas ele não tem nenhum amigo menino. Todos os excluem. Brinca só com uma menina que acho q daqui a pouco não terá mais paciência tb para os papos específicos e repetitivos dele. Estamos fazendo sessões com neuropsicóloga na esperança de ajudá-lo a sofrer menos.

      • Andrea

        Hérika que bom saber que não estou sozinha em minhas dúvidas e temores. Temos muito em comum, meu filho também só brinca com uma menina, ao ponto de ter se desesperado um dia quando ela não foi pra escola. Mas gosta de meninos mais velhos, os quais geralmente tem mais paciência com ele. Está quase sempre muito alegre com as coisas que descobre e as coisas estranhas e engraçadas que inventa (gosta de ver a expressão das pessoas quando fala essas coisas pra elas). Mas não consegue lidar com as frustrações, com o não. Na ocasião do diagnóstico de Asperger, quando ele tinha três anos, o neuro mencionou altas habilidades também, o que acaba isolando ele ainda mais… No momento, está encantado com o alfabeto russo. Com quem irá conversar a respeito? Torço para que, num futuro próximo, nossos filhos encontrem a tribo deles e se socializem também. Vou tentar uma nova terapia, a osteopatia, não sei vocês já ouviram falar? Contarei aqui sobre os resultados. Um grande beijo!

        • Hérika Braga de Freitas

          Exatamente como o meu se sente quando a amiga falta! Muito difícil para eles…
          Não conheço osteoterapia…por favor, nos mantenha informadas…tudo o q puder ajudá-los nos conforta
          Beijos

  • Tatiana Braga

    E o bando de gente que tente provar que ele não é autista, que ele não precisa do medicamento, que o diagnóstico está errado… mesmo depois de saber que foi avaliado por 4 psicólogas, 3 psiquiatras, 2 fonoaudiólogas, 2 assistentes sociais, terapeuta ocupacional… aff, só de falar, cansa.

  • Nelza Costa

    Sou mãe de um Aspier.
    E aprendi na marra. Levei 23 anos e 9 meses para ter o diagnóstico dele.
    Desde que nasceu notei que era diferente.
    Mas nenhum psiquiatra ou psicólogo que o levava conseguiam perceber.
    Acho que sofri bullyings como mãe.
    De vez em quando fico triste pelos choros escondidos que dei.
    E hoje falo pra todo mundo que meu filho é assim.
    Para que nenhuma mãe passe pelas dores da IGNORÂNCIA ALHEIA.
    Esse autismo só é leve para quem não tem um filho assim.
    E daqui a um mês ele fará 27 anos.

  • Clarice Gonçalves

    Que depoimento emocionante! Me identifiquei em vários aspectos! Vou resumir aqui a história do meu filho para quem sabe, poder ajudar alguém… Meu filho tem 7 anos e com 6 anos foi diagnosticado com autismo leve… Ele não toma medicação, não tem movimentos repetitivos e não sofre crises, mas foi um bebê caladinho e só aprendeu a falar quando já tinha quase 3 anos de idade. Aí, junto com a fala veio a leitura. O fato dele ler aos 3 anos de idade nos deixou tranquilos, então para nós ele não tinha problema de desenvolvimento. Nós o víamos como um menininho inteligente com interesses peculiares. O tempo passou, e apesar de sabermos que sua fala as vezes era um pouco inteligível, e que ele não conseguia realizar algumas tarefas do cotidiano ( como se vestir da forma correta, colocar a sandália sozinho etc. ) fomos atrás de respostas SOMENTE quando os problemas sociais na escola se tornaram evidentes. Verificamos que ele não sabia como agir no meio de crianças. Diferente de seu comportamento com adultos, que sempre foi muito espontâneo. Então conversamos com um pediatra, com um neuro pediatra, com um psicólogo, depois com um neuro psicólogo. Fizemos muitos exames… No início do tratamento (com a psicóloga e com a fonoaudiologa) outras características da síndrome foram constatadas , entre elas, algumas dificuldades motoras quase imperceptíveis, e alguns interesses específicos… Hoje, com mais de um ano de tratamento, já é possível perceber uma evolução em seu desenvolvimento social, e sua fala está compreensível. Nós nos reunimos com a diretora da escola e com a professora quando é necessário. Os “bullyings” diminuíram, e ele já conversa com alguns coleguinhas… Sabemos que o caminho é longo e que precisaremos de tempo e paciência para trabalhar suas dificuldades motoras e de organização… mas eu preciso dizer o quanto foi importantíssimo obter o diagnóstico porque foi ele que nos deu uma direção…. E ajudar o meu filho só foi possível com a ajuda dos profissionais envolvidos, porque nós não tínhamos conhecimento sobre autismo leve, e a escola também não. Lá ele era visto como uma criança mimada, ou reservada demais.

  • Bia Menezes

    Pessoal Bom dia!! Tenho um filho que acabou de completar 3 anos e estamos fazendo alguns exames pois a pediatra encaminhou ele para a neuro com suspeita de autismo leve, elê é o último filho de 3, os dois mais velhos já são adultos, eu já desconfiava mais aos poucos estamos descobrindo, eu ainda sou muito leiga nesse assunto, minha dúvida é, na próxima semana ele tem um exame chamado “Bera” , ele vai precisar fazer mais alguma exame para diagnosticar? ?
    Bjus a todos e força

  • Debora Colley

    Muito grata por esse texto!
    O filho de uma prima tem autismo e o menino tem a idade do meu filho. Sinto-me responsável por ensinar meu filho a ser empático, não excluir este primo, mas muitas vezes eu não sei como agir também. Não dá para forçar uma amizade, pois mesmo que não houvesse essa dificuldade uma amizade nunca nasce de forma forçada.
    Mas entendo que pessoas com autismo, seja leve ou não, só sentem mais que os outros como falta respeito pela individualidade do outro neste mundo. Sempre que leio o que as mães de crianças autistas pedem para seus filhos eu penso como seria bom se meu filho também tivesse aquilo, mesmo que ele não sofra com a falta disso como outras crianças. Certamente um mundo onde as pessoas com autismo fossem mais respeitadas seria um mundo melhor para todos.

  • Roque

    Sou Pai de um garoto lindo de 3 anos, hiperativo, alegre, brinca com outras crianças, fala palavras soltas, tipo “Papai Abraço” “Xixi” “Quer não” “Agua” “Quer Pocoyo (Desenho animado)” chama a mãe pelo nome as vezes “KARINA” porque escuta os outros chamando, repete tudo que escuta, olha nos olhos, atende pelo nome, mais noto algumas dificuldades, como não aceitar algumas regras quando isso acontece ele fica gritando, tipo rugindo, repete o dvd do seu aniversário todos os dias ele fala “Papai quer Bebê” mais canta musiquinha, sabe o alfabeto de cor, mais não conhece todas as letras, conta até 30 e conhece os numeros até 10, ele também tem hipermobilidade que é os membros inferiores e superiores bem flexíveis, tipo pessoas que fazem contorcionismo. Tem dificuldade com estranhos, brinca comigo até altas horas, adora bola. Mais muitas vezes o pego olhando muito para as mãos e os dedos de uma forma sempre igual. ou fazendo movimento com a bola de forma em que seu olhar parece estar fora daquele lugar. Não sei se ele é TEA mais tenho uma leve desconfiança. Vou pesquisar mais e tentar achar um bom profissional para nos orientar e ajudar no diagnóstico.

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